NAMPULA REFORÇA UNIDADES DE PROCESSAMENTO DE MILHO
O Presidente da República (PR), Filipe Nyusi, disse há dias em Nampula, durante a inauguração da fábrica de processamento industrial de milho, que a entrada em funcionamento daquela infra-estrutura desafia os agricultores a aumentarem a produção e produtividade agrária.
Segundo PR, a entrada em funcionamento da nova unidade industrial de milho na cidade de Nampula, com capacidade de processamento instalada de 100 toneladas por dia, alia-se, por outro lado, à planificação do governo moçambicano, relativamente a agregação de valor da cadeia produtiva agrícola e responde ao aumento da produtividade, bem como da industrialização da economia moçambicana.
Nyusi sublinhou, ainda, que uma fábrica daquela dimensão e capacidade produtiva, constituí uma resposta aos altos índices da produção agrícola obtidos na última campanha na província de Nampula e vizinhas, bem como um incentivo para os produtores aumentarem a sua produção nas próximas épocas agrárias.
Aliás, de acordo com o PR, na estratégia nacional 2015/2035, o aumento da produtividade no sector agrário, o processamento e transformação dos produtos primários figuram entre as principais vias para o alcance da prosperidade e competitividade, assentes no modelo do crescimento inclusivo e sustentável.
“No programa quinquenal do nosso governo, a industrialização assume-se como factor determinante para a transformação estrutural da economia nacional, bem como para a sua inserção no mercado global”, anotou o Presidente da República, recordando que a política e estratégia industrial 2016/2025 estabelece como prioridade as indústrias que promovem a substituição de produtos manufacturados importados à transformação de matérias-primas nacionais e desenvolvimento de outros sectores que estimulem o aumento das exportações.
Assim, o Chefe do Estado frisou que a entrada em funcionamento daquela fábrica tem a particularidade de materializar o plasmado nos diversos diplomas programáticos do governo e consequente compromisso do executivo moçambicano de tornar mais pujante o sector agrário por ser a principal fonte de rendimento da maioria parte da população moçambicana e a razão de ser do actual governo.
“Em palavras simples, diríamos que apesar da conjuntura económica nacional e internacional adversa e, portanto, não favorável no presente momento, o empresariado nacional mostra-se, entretanto, mais engajado e, através da produção, contribuí para a estabilização da economia “, frisou Nyusi.
Nesse sentido, endereçou uma palavra de apreço e encorajamento aos accionistas e gestores daquele grupo empresarial por terem implantado aquela unidade de processamento de milho na província de Nampula que elegeu aquela cultura como uma das suas bandeiras na produção agrícola no novo ciclo de governação.
Por seu turno, o governador de Nampula, Victor Borges,recordou que aquando do lançamento em Outubro do ano passado da campanha agrícola no distrito de Mopeia, a província assumiu o compromisso de se dedicar, essencialmente, às culturas de milho, feijões e castanha de caju, tendo, por isso, o PR inaugurado em Nacala, em Dezembro passado, uma fábrica de processamento de feijões com capacidade de 30 mil toneladas.
Enquanto em Fevereiro do presente ano, Filipe Nyusi foi convidado a proceder à inauguração de uma unidade industrial de processamento da castanha de caju, com capacidade de dez mil toneladas e, agora, com aquele acto que o Presidente da República acabava de presenciar, significa um esforço e uma contribuição para completar a cadeia de produção agrícola desde a produção, processamento e ligação aos diversos mercados nacionais e internacionais.Wf