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NAMPULA JÁ PRODUZ “CASHEW NUT SHELL LIQUID” (CNSL)

Data: 28/08/2017
NAMPULA JÁ PRODUZ “CASHEW NUT SHELL LIQUID” (CNSL)

A fábrica de proces­samento da cas­tanha de caju do Grupo Condor, de Anchilo, no distrito de Nampu­la, investiu 400 mil dólares ame­ricanos na instalação de uma unidade de reaproveitamento da casca da castanha, para produzir óleo denominado CNSL, usado como matéria-prima na indús­tria de fabrico de tintas e não só.

De acordo com Silvino Mar­tins, administrador das empre­sas do grupo Condor, foram ex­portadas, até ao momento, cerca de 200 toneladas do referido óleo para a República da Índia.

Conhecido internacional­mente pela sigla CNSL, Cashew Nut Shell Liquid, o óleo não ape­nas pode ser usado como maté­ria matéria-prima na produção de tintas, como também, adicio­nalmente, para o fabrico de tu­bos de grande resistência e que suportam temperaturas muito altas e baixas, simultaneamente, incluindo acessórios para veícu­los motorizados, nomeadamen­te sistemas de travões, a partir da resina do óleo de casca de castanha de caju.

O óleo produzido, com ori­gem na casca da castanha de caju, serve de matéria-prima para produção de um total de 26 produtos de diferentes indús­trias, excluindo alimentar.

O grupo Condor controla duas fábricas de processamento de castanha de caju localizadas em Anchilo e na sede distrital de Mogovolas, a cerca de 20 e 70 quilómetros, respectivamente, da cidade capital provincial de Nampula. A fábrica de produção de óleo à base da casca de cas­tanha de caju usa a matéria­-prima da unidade de pro­cessamento de amêndoa com capacidade instalada de sete mil toneladas por ano. No en­tanto, devido à demanda do CNSL no mercado interna­cional, uma segunda fábrica está a ser projectada para a vila de Nametil, sede distri­tal de Mogovolas, segundo a fonte

Por seu turno, a unidade de processamento de amên­doa de castanha de caju em Nametil está em processo de modernização com vista a in­crementar a sua actual capa­cidade instalada que é de seis mil toneladas.

A produção de CNSL é um desafio que o governo central, através do Instituto de Fo­mento do Caju, vê agora con­cretizado com vista a explorar as mais-valias da cultura do caju através da promoção do agro-negócio, para além de contribuir para o reforço das receitas fiscais e criação de oportunidades de postos de trabalho.

A cotação do referido óleo no mercado internacional está associada ao comporta­mento do petróleo e o preço mais alto registado na sua his­tória cifrou-se em 600 dólares por tonelada. Actualmente, porém, o produto está cotado em metade daquele valor.

A fonte revelou a intenção do grupo empresarial que ad­ministra de agregara vertente energética, tendo a biomas­sa como fonte de geração. “Com o desperdício da casca de castanha de caju usada na produção de CNSL, podemos produzir energia eléctrica para venda à Empresa Elec­tricidade de Moçambique. No entanto, o arranque deste projecto está condicionado à mobilização de recursos fi­nanceiros para aquisição do respectivo equipamento e da clarificação do governo rela­tivamente aos mecanismos de compensação da venda da energia eléctrica”- concluiu o nosso interlocutor.Wf