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NAMPULA EXPORTA SISAL PARA EUROPA E ÁSIA

Data: 05/06/2017
NAMPULA EXPORTA SISAL PARA EUROPA E ÁSIA

A província de Nampula espera exportar, este ano, cerca de 4,5 mil toneladas de fibra de sisal para os mercados europeus e asiáticos, onde aquele produto é usado como matéria-prima na indústria automóvel e de calçado. Da referida transacção, a província espera arrecadar 324 milhões de meticais, de receita bruta relativa à exportação das mencionadas quantidades, segundo deu conhecer Frey Sualé, técnico afecto à delegação do Instituto de Algodão de Moçambique de Nampula (IAM).

Sualé explicou que as quantidades de fibra da cultura de sisal a serem exportadas, pertencem à três empresas agrícolas do ramo, que operam numa área de 11. 800 hectares, localizada nos distritos de Angoche, Monapo e Moma. Nampula é, actualmente, a única que produz a cultura de sisal em regime comercial, que, para além de assegurar receitas fiscais para os cofres do Estado, proporciona emprego à centenas de trabalhadores nas cinco fábricas de processamento do produto localizadas nos distritos supracitados.

A Espanha é o principal e tradicional destino da fibra da cultura de sisal, onde, à semelhança do que acontece em relação à alguns países asiáticos é usada como matéria-prima nas indústrias automóvel para o fabrico de acessórios e placas, bem como de calçado de vária gama. Entretanto, uma pequena quantidade é fornecida à fábrica de cordas localizada na cidade portuária de Nacala, que assegura as necessidades do mercado interno. São várias as aplicações das cordas de sisal, mas a construção de infra-estruturas de habitação é dominante.

Para responder à crescente demanda de fibras de sisal do mercado mundial, em particular da Europa, cujo movimento ambientalista está consolidado, a província de Nampula tem registado, nos últimos tempos, manifestações de interesse em fomentar aquela cultura de rendimento. Frey Sualé explicou que uma empresa do ramo algodoeiro solicitou e obteve concessão de uma área estimada em 2.800 hectares no distrito de Monapo, com o propósito de praticar a cultura de sisal.

Cuja exploração será faseada e no presente ano serão plantadas mil hectares.Relativamente às perspectivas do ano em curso, cerca de cinco mil toneladas de folha da cultura de sisal serão cortadas a partir de finais do corrente mês. A fonte anotou que os volumes de produção do sisal poderão registar uma queda ligeira comparativamente às campanhas agrícolas anteriores em consequência da queda tardia de chuvas que condicionou a disponibilidade de água para assegurar a rega das culturas na fase do seu desenvolvimento vegetativo.

As competências para o fomento e produção da cultura de sisal foram delegadas pelo governo ao IAM, no âmbito da estratégia concernente à dinamização do subsector algodoeiro e integração de outras culturas com fins têxtei.