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NAMPULA ESTUDA POTENCIAL PARA PRÁTICA DE MARICULTURA

Data: 21/04/2017
NAMPULA ESTUDA POTENCIAL PARA PRÁTICA DE MARICULTURA

A prática de ma­ricultura (cul­tivo artificial de espécies aquáticas como peixe, caran­guejo, camarão, luvas, polvo e holotúrias) , na província de Nampula, está a despertar inte­resse de investidores estrangei­ros. Para o efeito, as autoridades locais do sector do mar, águas interiores e pesca vão iniciar em breve estudos com vista a avaliar o potencial para implementação daquela actividade.

O director provincial do mar, águas interiores e pescas em Nampula, Tomé Capece, que re­velou o facto, explicou que a ma­ricultura diferencia-se da pisci­cultura pelo facto de usar água captada do mar para produção de várias espécies do aludido pescado supracitadas.

Enfatizou que a província de Nampula tem condições favoráveis para a prá­tica da maricultura, fundamen­talmente nos distritos de An­goche, Moma e Mossuril, onde estão em curso iniciativas iso­ladas por parte de maricultores locais com alguma experiência naquela actividade.

Capece frisou a necessidade de se realizarem estudos mais apurados com vista a identificar informações concernentes ao potencial que os distritos têm para desenvolver a maricultura, tendo em conta que se trata de uma actividade que exige condi­ções logísticas, nomeadamente energia eléctrica de qualidade para funcionamento das áreas de processamento, vias de aces­so e parcelas para construção de tanques.

A província de Nampula necessitará de arrolar técni­cos qualificados para fazer a avaliação do seu potencial para desenvolver a maricultu­ra, cuja prática tem exigências específicas, segundo a fonte.

A produção de pescado capturado no mar e da pisci­cultura ao nível da província de Nampula situa-se em cerca de 33 mil toneladas e 68 tone­ladas, respectivamente, nos últimos dois anos, considera­da insuficiente para satisfazer à demanda da sua população, estimada em 5.5 milhões de habitantes, segundo Capece.

Os produtos da maricul­tura destinam-se a satisfazer às necessidades locais, mas a exportação é uma aposta para garantir a sustentabilidade da actividade, tendo em conta os preços praticados além-fron­teiras no processo de comer­cialização, sobretudo deo ca­marão, caranguejo e lulas.

Desta forma, o país vai ar­recadar receitas provenientes do licenciamento dos opera­dores da maricultura e das ta­xas inerentes às exportações. Tomé Capece acrescenta que a maricultura vai criar opor­tunidades de acesso ao em­prego àe consequente redução dos níveis de pobreza.Wf