NAMPULA ESTUDA POTENCIAL PARA PRÁTICA DE MARICULTURA
A prática de maricultura (cultivo artificial de espécies aquáticas como peixe, caranguejo, camarão, luvas, polvo e holotúrias) , na província de Nampula, está a despertar interesse de investidores estrangeiros. Para o efeito, as autoridades locais do sector do mar, águas interiores e pesca vão iniciar em breve estudos com vista a avaliar o potencial para implementação daquela actividade.
O director provincial do mar, águas interiores e pescas em Nampula, Tomé Capece, que revelou o facto, explicou que a maricultura diferencia-se da piscicultura pelo facto de usar água captada do mar para produção de várias espécies do aludido pescado supracitadas.
Enfatizou que a província de Nampula tem condições favoráveis para a prática da maricultura, fundamentalmente nos distritos de Angoche, Moma e Mossuril, onde estão em curso iniciativas isoladas por parte de maricultores locais com alguma experiência naquela actividade.
Capece frisou a necessidade de se realizarem estudos mais apurados com vista a identificar informações concernentes ao potencial que os distritos têm para desenvolver a maricultura, tendo em conta que se trata de uma actividade que exige condições logísticas, nomeadamente energia eléctrica de qualidade para funcionamento das áreas de processamento, vias de acesso e parcelas para construção de tanques.
A província de Nampula necessitará de arrolar técnicos qualificados para fazer a avaliação do seu potencial para desenvolver a maricultura, cuja prática tem exigências específicas, segundo a fonte.
A produção de pescado capturado no mar e da piscicultura ao nível da província de Nampula situa-se em cerca de 33 mil toneladas e 68 toneladas, respectivamente, nos últimos dois anos, considerada insuficiente para satisfazer à demanda da sua população, estimada em 5.5 milhões de habitantes, segundo Capece.
Os produtos da maricultura destinam-se a satisfazer às necessidades locais, mas a exportação é uma aposta para garantir a sustentabilidade da actividade, tendo em conta os preços praticados além-fronteiras no processo de comercialização, sobretudo deo camarão, caranguejo e lulas.
Desta forma, o país vai arrecadar receitas provenientes do licenciamento dos operadores da maricultura e das taxas inerentes às exportações. Tomé Capece acrescenta que a maricultura vai criar oportunidades de acesso ao emprego àe consequente redução dos níveis de pobreza.Wf

