GOVERNO QUER ASFALTAGEM ATÉ ANGOCHE
O governo moçambicano está a trabalhar com Economic Development Corporation Fund (EDCF) da Corea do Sul, entidade que financia a asfaltagem da estrada Nampula/Nametil, para tentar persuadi-la a aceitar a locar fundos adicionais para prolongamento das obras, desta feita no troço Nametil/Angoche, numa extensão de 103 quilómetros, segundo avançou há dias o director provincial das Obras Publicas, Habitação e Recursos Hídricos, Pedrito Rocha.
Segundo Rocha, “existe este namoro mas nada foi ainda decidido, gostaríamos que fosse a mesma instituição sul-coreana a financiar a extensão do asfalto para Angoche, estamos a trabalhar nesse sentido ”-sustentou. A concretização dessa pretensão, de acordo com Rocha, seria “um grande alívio” não apenas para o governo, mas, especialmente, para os automobilistas e cidadãos que por ali transitam com enormes dificuldades.
A estrada que liga a vila de Nametil, no distrito de Mogovolas, à cidade de Angoche, na costa, existem secções da via asfaltadas, numa extensão de 40 quilómetros, mas aquelas que não estão encontram-se em condições extremamente degradadas, o que faz com que, nesta época chuvosa, a ligação entre aquela cidade costeira e a capital se faça em oito ou nove horas, em transportes semi-colectivos e passageiros.
Desde que se lançou o projecto de asfaltagem plena da estrada Nampula-Angoche, o governo moçambicano vinha a multiplicar-se em esforços para conseguir financiamento junto de parceiros internacionais, tendo conseguido apenas para Nampula – Mogovolas, numa extensão de 72 quilómetros.
Os fundos conseguidos para este troço são avaliados em 41.547.366 dólares norte-americanos, disponibilizados, conjuntamente, pela EDCF e pelo governo moçambicano. A vila de Nametil é o centro de ligação, a partir da cidade de Nampula, aos distritos costeiros de Angoche e Moma, este último situado mais a sul da província de Nampula, distritos que, devido a degradação das suas vias de acesso, estão a desacelerar o seu desenvolvimento.
Quanto à reabilitação do troço Nametil – Moma, o director das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos de Nampula disse que o governo moçambicano encetou negociações com a União Europeia no sentido de este organismo financiar o projecto, estando presentemente em curso o estudo de viabilidade, o qual será concluído brevemente e tornados públicos os termos do mesmo e outros aspectos atinentes.
“Há esforços abnegados por parte do nosso governo para conseguir financiamentos para resolvermos o problema dessas estradas duma vez para todas”, garantiu Pedrito Rocha. Apesar das suas potencialidades turísticas, caracterizadas por belas praias costeiras, variados recursos marinhos e disporem de valiosos recursos minerais, como as areias pesadas exploradas nos dois distritos, os investimentos feitos naquelas regiões são quase nulos, havendo, por isso, elevados índices de desemprego. Wf

