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PORTO DE NACALA PRETERIDO PELOS UTENTES

Data: 30/10/2017
PORTO DE NACALA PRETERIDO PELOS UTENTES

O porto de Nacala, em Nampula, está a ser preterido a favor do da Beira e Maputo, pelos potenciais uti­lizadores, devido alegada cor­rupção generalizada e excesso de burocracia por parte das au­toridades alfandegárias locais, segundo foi dado a conhecer durante o encontro dos mem­bros do conselho empresarial provincial de Nampula (CEP), que se centrou na abordagem em torno da realização da cam­panha da Autoridade Tributária de verificação da conformidade legal, na emissão de facturas e outros documentos similares, nas transacções de bens ou pres­tação de serviços.

Na circunstância, Mahomed Yunus, presidente do CEP em Nampula, explicou que o porto de Nacala deixou, neste momen­to, de ser viável para realização de operações, sobretudo de im­portação de bens diversos em consequência da cobrança de valores altíssimos aos impor­tadores daquela província para desembaraço das mercadorias.

“Quando fazemos a im­portação de bens, temos, à partida temos, a consciência dos custos para o desemba­raço das mercadorias e os preços que iremos praticar na venda ao público. Portan­to, não é justo que um agente alfandegário aplique um valor arbitrário para desembaraçar uma mercadoria”-observou o empresário.

Importar mercadorias a partir das praças dos portos da Beira e Maputo acarreta despesas de transporte rodo­viário para a cidade de Nam­pula. Não obstante, conforme o empresário, os portos da Beira e de Maputo são, neste momento, uma alternativa em razão da sua eficiência aliada ao profissionalismo dos agen­tes alfandegários afectos.

Entretanto, Jerónimo Plá­cido, director regional norte da Autoridade Tributária, dis­se que a actuação acutilante dos agentes da sua instituição resulta do facto do sector pri­vado não estar acostumado a ser motivo de várias interpre­tações. Assegurou que a pos­tura da AT no concernente a cobrança de impostos vai manter-se porque o país ne­cessita de receitas para se de­senvolver.

“O circuito contra a evasão fiscal está a apertar porque há matéria colectável que vinha a ser desperdiçada. Os agentes económicos terão de se con­formar com o trabalho que estamos a realizar, que é para o bem de todos”- vincou Plá­cido, referindo entretanto que os casos que possam suscitar dúvidas em razão do valor calculado para pagamento no momento do desembaraço de mercadorias, devem ser moti­vo de reclamação por escrito, pois que há espaço para apro­fundamento da respectiva análise.Wf