NAMPULA LIVRE DO ESPECTRO DA FOME! PROCLAMA GOVERNADOR VICTOR BORGES EM LALAUA
O governador de Nampula, Victor Manuel Borges, disse ontem, na sede do distrito de Lalaua, que a província já tem garantida a segurança alimentar e destacou que todos os distritos dispõem já das suas próprias reservas, facto que descarta a necessidade do governo se desdobrar em pedidos de “apoio” inter-distritais para colmatar a ocorrência de eventuais casos de bolsas de fomes que se registavam anteriormente.
“Já ultrapassamos os velhos tempos em que existiam distritos que produziam mais em relação aos outros e, por disso, eram instados a abastecerem as zonas menos produtivas”-frisou Borges.
O governante fez este pronunciamento na hora de balanço da sua visita de trabalho ao distrito de Lalaua, em que, ao avaliar a respectiva implementação do plano económico e social, destacou que o distrito está, na sua registar evidentes sinais de desenvolvimento, traduzidos na melhoria das condições de vida dos mais de 100 milhares de habitantes.
Para Borges, o distrito está a crescer em quase todas as áreas de actividade, com destaque para a de produção de culturas alimentares e de rendimento, cujos níveis foram superiores aos do ano passado.
“Lalaua está a evoluir muito bem”, afirmou o governador de Nampula, realçando o facto do governo distrital estar a potenciar, no quadro do projecto SUSTENTA, os agricultores através da disponibilização de insumos de produção, elevando, em consequência, a capacidade dos pequenos produtores para o escalão de produtores agrícolas comerciais e emergentes.
“E isso faz com que os nossos camponeses se transformem, pouco a pouco, em pequenos empresários”-destacou Borges.
Com efeito, um camponês de nome Abdala, que há dois anos explorava uma área de 20 hectares, e que este ano passou para 40 hectares, foi contemplado com um tractor, meio com que pretende maximizar a sua actividade agrária e atingir os 60 hectares.
“Uma pessoa com essa capacidade não pode ser considerado camponês, ele já é um agricultor”-observou Borges.
Contudo, os produtores que vivem em diversas comunidades, denunciaram ao governador os problemas resultantes da degradação das vias de acesso que, não obstante os esforços desenvolvidos anualmente pelo governo, absorvem cerca de 2 milhões de meticais, para manutenção das estradas não-classificadas.
Borges revelou que os gestores do projecto SUSTENTA vão enviar uma equipa de engenheiros para realizar um estudo de avaliação e determinar o tipo de ponte que se deverá ser construída sobre o rio Mululi, região que dista cerca de 40 quilómetros da vila-sede distrital.
Trata-se de uma ponte edificada em 2008, com fundos de uma empresa que explora recursos minerais naquela região, mas que acabou por ficar destruída devido à intempéries de grande intensidade.
Em virtude dos parcos recursos disponibilizados pelo Estado serem insuficientes para resolver o problema de transitabilidade das vias de acesso, Borges defendeu a necessidade de envolvimento do empresariado local, sobretudo, dos agentes económicos que realizam a comercialização de produtos agrícolas.
“Os madeireiros, as empresas fomentadoras de algodão e outras que operam em Lalaua e usam as mesmas vias para chegarem às áreas de produção, devem fazer a sua parte”-destacou Borges.
Os desafios para Lalaua são extensivos ao sector de educação e saúde, onde o povo pediu a expansão das respectivas redes para responder à demanda cada vez mais crescente.
Sobre o agravamento da malária no distrito, Borges entende que é preciso encontrar as razões subjacentes a esse crescimento da doença, apesar do governo e os seus parceiros distribuírem, com frequência, redes mosquiteiras para a respectiva prevenção. Wf

