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NAMPULA LIVRE DO ESPECTRO DA FOME! PROCLAMA GOVERNADOR VICTOR BORGES EM LALAUA

Data: 24/07/2018
  NAMPULA LIVRE DO ESPECTRO DA FOME!  PROCLAMA GOVERNADOR VICTOR BORGES EM LALAUA

 O governador de Nam­pula, Victor Manuel Borges, disse ontem, na sede do distrito de Lalaua, que a província já tem garan­tida a segurança alimentar e destacou que todos os distritos dispõem já das suas próprias reservas, facto que descarta a necessidade do governo se des­dobrar em pedidos de “apoio” inter-distritais para colmatar a ocorrência de eventuais casos de bolsas de fomes que se regista­vam anteriormente.

“Já ultrapassamos os velhos tempos em que existiam dis­tritos que produziam mais em relação aos outros e, por disso, eram instados a abastecerem as zonas menos produtivas”-frisou Borges.

O governante fez este pro­nunciamento na hora de balan­ço da sua visita de trabalho ao distrito de Lalaua, em que, ao avaliar a respectiva implemen­tação do plano económico e so­cial, destacou que o distrito está, na sua registar evidentes sinais de desenvolvimento, traduzidos na melhoria das condições de vida dos mais de 100 milhares de habitantes.

Para Borges, o distrito está a crescer em quase todas as áreas de actividade, com des­taque para a de produção de culturas alimentares e de ren­dimento, cujos níveis foram superiores aos do ano passa­do.

“Lalaua está a evoluir mui­to bem”, afirmou o governa­dor de Nampula, realçando o facto do governo distrital estar a potenciar, no quadro do projecto SUSTENTA, os agricultores através da dis­ponibilização de insumos de produção, elevando, em con­sequência, a capacidade dos pequenos produtores para o escalão de produtores agríco­las comerciais e emergentes.

“E isso faz com que os nossos camponeses se trans­formem, pouco a pouco, em pequenos empresários”-des­tacou Borges.

Com efeito, um camponês de nome Abdala, que há dois anos explorava uma área de 20 hectares, e que este ano passou para 40 hectares, foi contemplado com um tractor, meio com que pretende maxi­mizar a sua actividade agrária e atingir os 60 hectares.

“Uma pessoa com essa ca­pacidade não pode ser consi­derado camponês, ele já é um agricultor”-observou Borges.

Contudo, os produtores que vivem em diversas co­munidades, denunciaram ao governador os problemas re­sultantes da degradação das vias de acesso que, não obs­tante os esforços desenvolvi­dos anualmente pelo governo, absorvem cerca de 2 milhões de meticais, para manutenção das estradas não-classificadas.

Borges revelou que os ges­tores do projecto SUSTENTA vão enviar uma equipa de engenheiros para realizar um estudo de avaliação e deter­minar o tipo de ponte que se deverá ser construída sobre o rio Mululi, região que dista cerca de 40 quilómetros da vi­la-sede distrital.

Trata-se de uma ponte edi­ficada em 2008, com fundos de uma empresa que explora recursos minerais naquela re­gião, mas que acabou por fi­car destruída devido à intem­péries de grande intensidade.

Em virtude dos parcos re­cursos disponibilizados pelo Estado serem insuficientes para resolver o problema de transitabilidade das vias de acesso, Borges defendeu a necessidade de envolvimento do empresariado local, sobre­tudo, dos agentes económicos que realizam a comercializa­ção de produtos agrícolas.

“Os madeireiros, as em­presas fomentadoras de algo­dão e outras que operam em Lalaua e usam as mesmas vias para chegarem às áreas de produção, devem fazer a sua parte”-destacou Borges.

Os desafios para Lalaua são extensivos ao sector de educação e saúde, onde o povo pediu a expansão das respectivas redes para res­ponder à demanda cada vez mais crescente.

Sobre o agravamento da malária no distrito, Borges entende que é preciso encon­trar as razões subjacentes a esse crescimento da doença, apesar do governo e os seus parceiros distribuírem, com frequência, redes mosquitei­ras para a respectiva preven­ção. Wf