MUSET CONVERTIDO EM CENTRO DE PESQUISA E INVESTIGAÇÃO
O Museu Nacional de Etnologia (MUSET), na cidade de Nampula, que mensalmente recebe em média 350 visitantes nacionais e estrangeiros, cujo primeiro grupo integra alguns estudantes, tornou-se de há uns tempos a esta parte, um centro de pesquisa e investigação, para além do seu papel fundamental. Com uma idade que se confunde com a própria cidade de Nampula, pois foi inaugurado a 22 de Agosto de 1956, data em que foi elevada à categoria que ostenta, tem sido um local em que é apelidado, igualmente, de emblema da chamada capital do norte.
O Director Nacional do MUSET, Guilherme Kuiliumba, transfigurou radicalmente a face da urbe mercê das visitas constantes de estudantes de vários níveis de ensino público e privado, em que se incluem os da Academia Militar Samora Machel, que buscam naquele local conhecimento organizado e sistematizado. Kuiliumba refere que “estes estudantes são recomendados e credenciados pelas respectivas instituições de ensino para adquirem algum conhecimento histórico, cultural e secular que está exposto naquele museu, passando para o antropológico, arquitectónico e etnológico que mantém a curiosidade de muitos pesquisadores. “Penso que o museu tem contribuído sobremaneira para a evolução da própria cidade de Nampula, apesar da existência de alguns desafios que devem ser solucionados para uma maior valorização da nossa instituição”, explicou Kuiliumba. O nosso entrevistado entende que criadas condições de formação dos recursos humanos que ali trabalham, acrescidos aos materiais e financeiros, o MUSET pode contribuir ainda muito mais para a preservação e conservação do nosso património multicultural. Alias, a nossa fonte reconhece que, sendo o homem a figura charneira de toda a actividade, é necessário e pertinente qualificar os recursos humanos daquela instituição de âmbito nacional e que este ano vai completar 62 anos da sua existência. “Precisamos formar mais antropólogos, sociólogos, etnólogos para, de facto, consumar a razão da sua implantação, embora com os poucos recursos de que dispomos, estejam a dar o máximo de si para dignificar as competências da nossa instituição”, disse o director do Museu de Etnologia que, em média, recebe mensalmente 350 visitantes de diferentes extractos sociais nacionais e estrangeiros. Wf

