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CADEIA DE VALOR DO FEIJÃO BÓER - Produtores pedem celeridade na revisão do processo de exportação desta oleaginosa

Data: 14/09/2018
CADEIA DE VALOR DO FEIJÃO BÓER - Produtores pedem celeridade na revisão do processo de exportação desta oleaginosa

Produtores agrícolas nacionais da cadeia de valor do feijão bóer pedem ao Governo para acelerar os critérios de elegibilidade para a atribuição da quota e a revisão do processo de exportação desta oleaginosa. NAMPULA – O pedido dos agentes económicos nacionais foi expresso esta quarta-feira na Cidade Portuária de Nacala, Província nortenha de Nampula durante a realização da Reunião Nacional sobre o Feijão Bóer, evento que juntou operadores comerciais, produtores, exportadores e agro-processadores.

Falando à imprensa alguns participantes afirmaram que o evento vai ajudar a encontrar caminhos para o aumento da produção e da produtividade desta oleaginosa, melhorando a segurança alimentar e a renda dos intervenientes. “Acho que sempre há ganhos. Qualquer encontro tem como objectivo transmitir o que está a ser feito e sempre vamos pressionar para que tudo seja feito em benefício do produtor, exportador e comerciante. É uma iniciativa muito importante levada a cabo pelo Ministério da Indústria e Comércio. Há muita expectativa e acho que o preço está muito baixo. Esta reunião é muito importante não só pela cadeia de valor do próprio feijão, mas porque foi realizada em Nacala, distrito corredor e maior exportador do feijão bóer e de todas as oleaginosas”, considerações deixadas pelos participantes do encontro sobre o feijão bóer. Por seu turno, o director provincial da Indústria e Comércio de Nampula Norberto Narciso disse que a palavra de ordem do Governo de Moçambique é maximizar a produção agrícola do feijão bóer, daí que apela aos operadores comerciais para apresentarem a documentação legal para efeitos de exportação. “Como Governo temos que partilhar com o Ministério da Industria e Comércio na identificação dos operadores comerciais justos, honestos e transparentes porque em momentos anteriores encontrávamos operadores que nos apareciam com documentos de licenciamento, mas que em termos reais não tinham produção para fazerem a respectiva exportação. Então aqui vamos ver o critério a adoptar a posterior e pressionar aos operadores comerciais no sentido de apresentar a documentação legal para que nos possa permitir fazer a devida triagem e à sua submissão ao órgão competente que é o Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) para tomar a decisão”, director provincial da Indústria e Comércio de Nampula Norberto Narciso falando na Reunião Nacional sobre o Feijão Bóer que decorreu sob o lema “Promovendo a cadeia de valor do feijão bóer e de outras leguminosas em prol da segurança alimentar e criação de renda”.